in ««Memórias Astrológicas de Luis de Camões»»
quarta-feira, setembro 19, 2007
CAMÕES TRABALHOU UNIVERSO E ASTROS NA SUA POESIA
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terça-feira, setembro 18, 2007
TEÓLOGO CATÓLICO ACREDITA QUE OS MORTOS COMUNICAM

quarta-feira, setembro 12, 2007
O que é o Ocultismo
Ocultismo (ou ciência oculta) é um conjunto de teorias e práticas cujo objetivo seria desvendar os segredos da natureza e do Homem, procurando descobrir seu aspecto espiritual e superior. Ele trata do que está além da esfera do conhecimento empírico, o que é secreto ou escondido. O ocultismo está relacionado aos fenômenos sobrenaturais. Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas supostamente proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.O Homem aqui retratado seria um supostamente completo e arquetípico, composto não apenas de corpo, mas também de emoção, razão e alma (como divide a cabala).
Segundo algumas tradições ocultistas as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobrenatural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía a religião original.
Muitas vezes um ocultista é referenciado como um mago. Alguns acreditam que estes antigos Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência, tornando estas descobertas meros achados.
Mortos querem vingança

Em Almada mora um homem que foi oficial do Reich e a quem cabia a tarefa de entregar o “sabonete” às mulheres e crianças que ele levava, nus, até aos balneários. Era o “sabonete” da morte.
Tal tirania ficou injustiçada. Portugal acolhe tiranos e ignora-os sem punição.
Este homem mora em Almada, na parte velha da cidade e incomoda o quotidiano dos cidadãos com quem priva e o conhecem. Fugiu de Almada nos anos 40, ainda adolescente e alistou-se na Legião estrangeira. Depois “passou-se” para as tropas alemãs e ao serviço do Hitler virou tirano assassino.
“Judeus em Portugal” é um livro de Irene Pimentel, sobre a II Guerra Mundial , Hitler e o
Holocausto Nazi”. Narrativa de uma História em que Salazar intervem e por crueldade tentou abafar. Aí se referem os judeus que se refugiaram em Portugal por solidariedade de Aristides Sousa Mendes o português, cônsul, que salvou tantas vidas e a quem os esbirros de Salazar perseguiram.
Portugal, enquanto país de trânsito para milhares de judeus, é o tema abordado pela historiadora Irene Pimentel Nesta, autora deste livro.
Os primeiros passos da investigação da autora advem do contacto com cidadãos judeus, refugiados na década de 40 em Portugal. Muitos por cá ficaram.
“A partir daí nunca mais me desliguei do assunto”, refere a autora que investiga, agora, organizações femininas no Estado Novo e a actividade da PIDE-DGS, de 1945 até 1974.
Conclui então que “apesar de tudo, muitos refugiados passaram por Portugal durante o tempo da guerra, 50 e 70 mil refugiados. Ao certo o número nunca se apurará uma vez que a PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, (mais tarde PIDE), detentora de todos os ficheiros políticos, os destruiu.
Muitos desses refugiados partiram para Moçambique, Angola, e outras zonas de África. Registaram-se casos de perseguições e prisões pela PVDE, de entre os quais 6, alemães, judeus, polacos enviados às masmorras do Tarrafal. Mais por serem comunistas do que por serem judeus. Salazar não podia ignorar. Um deles fora denunciado à PVDE e quando foi apanhado numa rusga tinha no bolso um jornal “O Avante”, órgão oficial do Partido Comunista Português na clandestinidade, editado em papel bíblia e em formato menor do que um A5.
Os agentes da Gestapo permaneciam em Portugal, bem como elementos dos seviços de espionagem das Forças Aliadas. Portugal era um ninho de espiões. Três dos refugiados foram raptados pela Gestapo. O judeu socialista Bertol Biakof foi raptado pelos agentes nazis em Lisboa, em pleno dia, na Rua do Ouro. Enfiaram-no num carro, levaram-no para a Alemanha e acabou por morrer num campo de concentração. Dos que ficaram em Portugal Salazar consentiu condena-los a residência fixa em Caldas da Rainha, Figueirada Foz e Ericeira. Não em campos de internamento ou concentração, como na época se supunha, mas detidos em pensões e hoteis, de onde só podiam sair com autorização da PVDE.
Irene Pimentel, autora da obra que revela segredos até agora não ditos, abriu-nos caminho para que a este espaço trouxéssemos, dentro de dias, uma narrativa de uma sessão espírita onde o médium de incorporação diz ter sido Salazar quem desceu para falar.
Fique atento às próximas páginas deste seu jornal “Mistérios do Além” onde o insólito marca presença.
segunda-feira, setembro 10, 2007
»»OS SONHOS E A REENCARNAÇÃO««

Implicações Espirituais
Um Sonho é um Sonho, e não passa disso mesmo. Mas os seus efeitos sobre o lado espiritual da pessoa são mais fortes do que se possa pensar.Alguns elementos permanecem na mente durante vários dias. Os medos, as alegrias, a ansiedade e a desconfiança podem vir ao de cimo. Mediante uma única cena que se passa...durante o Sono! E, mais grave ainda: muita gente transforma a sua vida e as suas decisões em função dos sonhos que tem!
A Morte como transição
Os desafios do passado podem, de facto, ultrapassar as barreiras do tempo. O abuso de autoridade, o poder de sedução, os grandes dramas, a sensação de abandono continuam a ser familiares a quem os viveu, embora na transição da morte tenham abandonado o corpo anterior. Esta compreensão aumenta a possibilidade de curar traumas, de esquecer os eventos mais dolorosos. Quando se consegue estabelecer a ligação entre o passado remoto e o presente conseguem também identificar-se as fontes de influências e minimizar os seus efeitos. Assim as reacções automáticas podem ser refreadas e moderadas, tornando a pessoa mais segura e menos fatalista.
Conhecimentos Antigos
Muitas vezes é nos sonhos que se reconhecem as pessoas que foram amadas ou odiadas numa vida anterior. Quando alguém sonha com uma certa relação e a acha completamente descabida, está a recordar contactos que teve numa outra dimensão, com graus de parentesco totalmente diversos e aparentemente ridículos. Muitas vezes a personalidade que se sente nos Sonhos parece ser a antítese da presente maneira de ser. A sensação de se sentir "horrorizado (a)" com um acto cometido durante um Sonho pode ser um alerta para lhe indicar que paga Karma por este ou aquele motivo. Certas faculdades podem ser apagadas ou reacendidas, consoante as necessidades da vida actual. Abdicar de certos poderes pode dar uma projecção mais positiva às suas actividades.

Os propósitos de vida
Em certos casos, as pessoas sentem-se frustradas por não saberem cantar, dançar, pintar ou por não conseguirem desenvolver outros talentos que as fascinaram, mas para os quais parecem estar bloqueadas. Nos seus Sonhos ouvem aplausos que nunca ouviram na vida real. Esse é o eco dos sonhos vocacionais que lhes chegam de um passado do qual se desencontraram. Sentem um "chamado" para aquela actividade específica.Quando tomam consciência disso, assumem o seu talento inato como dádiva e muitas vezes acabam por chegar onde querem.
Reconhecimento de prejuízos causados
Em muitos casos as pessoas sentem-se chocadas por terem uma vaga noção de que cometeram crimes,genocídio ou actos de racismo. Aqueles que se opuseram às injustiças muitas vezes sonham que são advogados, enquanto aqueles que forma injustiçados se vêem em situações de julgamento público.Convém que vejam filmes, séries e documentários sobre a época em que se situaram. Os mecanismos de defesa podem ser accionados se houver uma maior identificação com a sociedade, os hábitos, as regras e as leis. A compreensão será mais fácil. Quem sonha pode tornar-se vítima de obsessões, complexos de culpa ou problemas de consciência. Mas, accionados os mecanismos de defesa e de entendimento, os pormenores relatados nos sonhos servirão de grande utilidade para o percurso de vida actual. Não deixe que sejam os outros a dizer-lhe se um determinado sonho é (ou não) a memória de uma vida passada. Só você pode determinar a resposta profunda a essa questão. E não deixe fugir a hipótese de investigar esses sonhos de forma a enriquecer e a melhorar a sua vida presente.
domingo, setembro 09, 2007
Documentário: A religião do Diabo
Satã não é, necessariamente, no Antigo Testamento, o espírito do mal, mas o intermediário, pelo sofrimento e pelas sanções, entre Deus e o homem. O termo designa o anjo decaído, inimigo do homem, como lemos na Sabedoria: «É pelo diabo que a morte entrou no mundo, irão experimentá-la os que são do partido do demónio» (Sabedoria,II,24;Provérbios 2,22 traduções Ferreira de Almeida).
»»Três espécies de espíritos do mal««
A Bíblia amaldiçoa os demónios, os diabos e o seu chefe em inúmeros capítulos. A exegese tentou classificá-los de forma que podem ser resumidos assim:
»»O mito de Lúcifer««
O Mito luciferiano da queda dos anjos aparece apenas no mais famoso dos apócrifos do Antigo Testamento: o Livro de Enoch. Essa visão grandiosa designa entre os anjos, os guardiões "que nunca dormem e que guardam o glorioso trono de Deus". Mas Azazel, deixaram-se seduzir pela beleza das duzentas desses guardiões, sob as ordens de filhas dos homens. Desceram ao cimo do Monte Hermon, uniram-se as mulheres, procriando gigantes que oprimiram os humanos até se devorarem uns aos outros. Os anjos culpados cometeram o pecado de revelar às suas amantes os segredos do céu e de mostrar-lhes todos os pecados e toda a injustiça. O Eterno ordena a Rafael, o arcanjo fiel, que atire Azazel para uma caverna. Depois Rafael recebe a missão de voltar para o lado da verdade, a revelação mágico-diabólica feita aos homens por Azazel. Assim, para reparar o mal causado à humanidade pelos ensinamentos da magia negra e da feitiçaria, ensina os homens a utilizarem os conhecimentos "proibidos" para chegar à verdadeira luz. Nos manuscritos descobertos em Qumrãn, às margens do Mar Morto, expressa-se a crença no anjo, ou príncipe das trevas, em oposição ao anjo da verdade. Na tradução do Prof. Dupont-Sommer da Regra esseniana encontramos: "É por causa do anjo das trevas que se enganam todos os filhos da justiça, todas as suas faltas são efeito do seu império, de acordo com os mistérios de Deus, até ao termo fixado por ele..."Quanto a Lúcifer só aparece bem mais tarde, nos textos posteriores à Diáspora. Provavelmente ele é o reflexo de infiltrações madeístas ou neoplatônicas. E só bem mais tarde se estabelece a diferença (quase oposição) entre Lúcifer, anjo decaído, mas sempre nobre; e o vulgar, grosseiro e grotesco Satã; um, tentando o homem pelo orgulho e pelo erro heresiarca; o outro, pela luxúria e pela gula.Voltemos a Lúcifer: Isaías atribui-lhe esta apóstrofe soberba: "Eu escalarei as nuvens, serei semelhante ao Eterno!" Ezequiel caracteriza-o assim: "O teu coração encheu-se de soberba e tu falaste:`Eu sou Deus e estou sentado no trono de Deus´". E é ele, o portador da luz tenebrosa, que foi julgado digno de tentar Jesus por três vezes, no Monte da Quaresma, não muito longe de Jericó. Entra assim no "Novo Testamento" e Pedro adverte-nos: "Nosso adversário, o diabo, como um leão rugindo, está a espreita, procurando o que devorar. Resisti-lhe, firmes na fé..."Depois de séculos, a teologia católica esforça-se para decifrar o enigma desse "leão rugindo". Diante de um mistério tão obscuro e complexo, várias hipóteses se defrontam, mas é verdade que existem certas "linhas de força", sobre as quais os doutores estão unanimamente de acordo. Vamos tentar decifrá-las...
Em primeiro lugar, para a teologia, o diabo existe, não é um fantasma. Assim, a tentação tripla de Cristo foi-lhe proposta, não pelo seu subconsciente, mas por um ser vivo, por "alguém".Mas, sempre de acordo com a teologia, seria caír nas malhas do diabo vê-lo como um "anti-Deus" em oposição ao Deus verdadeiro. Não há absolutamente dois inimigos face a face, guerreando sem perdão, mas iguais através dos tempos. Como observa Henri Marrou, professor da Sorbonne: "Nossos contemporâneos tenderiam perigosamente para o dualismo puro e simples: haveria Deus de um lado e Satã por outro. A realidade deste parece-lhes inseparável da realidade positiva, ontológica e substancial do mal, de que ele é tanto o veículo, como o símbolo".Se não é um anti-Deus, quem é Satã ou Lúcifer?Um anjo rebelde, prevaricador e decaído.Um anjo no entanto, criado por Deus junto e entre os outros espíritos celestes e a quem nem mesmo a queda e a condenação puderam retirar a natureza angélica que define o seu ser.Para os teólogos, um outro erro moderno consiste em minimizar (senão negar) a realidade e a importância do mundo invisível das cortes angélicas e infernais que são encontradas em descrições quase idênticas em todas as tradições. Criaturas inumeráveis!...Teólogos mediavais permitiram-se temerárias especulações sobre o recenseamento dos súbditos de Satã, dos diabos e dos demónios. Para eles esses invisíveis são puro espíritos ou têm uma forma copórea, ainda que imperceptível, aos nossos sentidos? O Magister não resolveu esse problema. Permaneceu numa expectativa prudente. Segundo Vacanti: "A espiritualidade absoluta dos anjos não é dogma da fé católica". E o primeiro concílio do Vaticano não teve intenção de definir a natureza dos anjos, mas apenas a sua criação.A iconografia bizantina, ou de influência bizantina, dedica um amplo espaço à iconografia satãnica, principalmente evocando as tentações de Jesus, quando Satã não aparece chavelhado, medonho ou ridículo, mas com os traços de um belo anjo, cujos olhos reflectem uma melancolia infinita. Só se distingue dos anjos bons pelas cores da sua túnica e das suas asas e pelo seu calçado.
sexta-feira, setembro 07, 2007
Lobisomem

Zé Manuel morava nasa Terras da Costa, junto à Costa da Caparica. Falar de lobisomens é o seu forte, letrado em questões de licantropia, balbucia do alto dos seus oitenta e tal anoe que a maioria dos casos que conhece o licantropo não se transforma em lobo mas em burro - os asininohomens - e outros há que se transformam em bodes e berram e esperneiam sete noites para cumprir o seu fadário."Ser lobisomem é obra do Diabo, como há os vampiros... Quando podem matam para darem almas ao Demo".Mas como é que se tornam lobisomens?"Promessas mal pagas...(encolhe os ombros) sei lá! Mas também há os que não têm culpa. Quando alguém é mordido por um lobisomem e não morre logo fica com a doença". E há muitos?"Agora há poucos... No meu tempo havia mais, ninguém saia por essas azinhagas à noite. Podia dar-se com a besta!Mas Zé Manuel, esquivo, afirma que os asininohomens não fazem mal, "são seres menores, cumprem o fadário e pronto". Já conta ter visto mais de vinte e sabe quem eles são quando estão «disfarçados» durante o dia."Os olhos da besta não se escondem. Têm unhas duras, porque na noite do Diabo são cascos, e têm o corpo peludo. Não confies em homens com as sobrancelhas juntasw, são lobisomens, e fedem da boca porque têm as entranhas podres". Afirma que nas noites de lua cheia se transformam porque é esse o fadário, mas o lobisomem pode ser lobo sempre que quizer. Zé Manuel conta que, quando tinha dezanove anos desconfiou que andava um asininohomem a assombrar a noite pelas Terras Da Costa. "O Burro zurrava como se tivesse a ser espancado". E uma noite resolveu ir com os outros amigos, um deles caçador, dar conta do bicho. Quando o viram deram-lhe umas pauladas e ele deitou a fugir. Então um deles deu um tiro com a espingarda, acertou no bicho, mas não o matou. O animal conseguiu fugir, mesmo com um tiro na garganta.Na manhã seguinte os sinos da igreja tocavam a anunciar a morte de um lavrador desses paragens. A história que correu foi que o homem se tinha ferido mortalmente, por baixo do queixo, quando limpava a sua arma de caça.Zé Manuel queixa-se do descrédito das pessoas: "Chamam-me maluco mas eu sei o que tenho visto e não me importo. Já me chamaram tanta coisa, até lobisomem!..." E é? "Olhe, se fosse não estava para aqui a falar..." Dois dias depois, Zé Manuel despediu-se deste mundo. Ia limpo do seu segredo e nós ficámos mais sábios do seu estranho saber...


